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Sináptica transforma resíduos de papel em carvão ecológico no Amazonas

Sem categoria 18.01.2016

Case 1Os empreendedores Leonardo Bastos Araújo e João Paulo Ferreira Batista, contemplados na primeira edição do Sinapse da Inovação no Amazonas, estão desenvolvendo uma nova fonte de geração de calor a partir de resíduos de papel que substituirá elementos poluentes como o carvão ou a lenha.

De acordo com Leonardo, a ideia do estudo é utilizar os briquetes de resíduos papeleiros, produto similar ao carvão ecológico, como fonte de energia.“Um dos nossos intuitos é diversificar ainda mais a capacidade de briquetagem de insumos que, teoricamente, não teriam serventia para a sociedade, como é o caso dos resíduos papeleiros. Então, esperamos não só consolidar uma nova fonte de energia calorífica mais sustentável e menos poluente, mas também continuar apresentando novas soluções para nossos clientes, sociedade e comunidade científica, mesclando essa diversidade de resíduos descartados”, disse o empreendedor.O estudo é desenvolvido no âmbito do Programa Sinapse da Inovação, com apoio do governo do Estado via Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam),  em parceria com a Fundação Centro de Referência em Tecnologias Inovadoras (Certi), que visa transformar os resultados de projetos de pesquisa de universidades e instituições de ciência, tecnologia e inovação em produtos inovadores competitivos, além de fortalecer o empreendedorismo inovador.Como transformar briquetes em fonte de energia

Case 1b

A técnica consiste na compactação de diferentes tipos de papéis, sobre alta pressão e temperatura, aferindo o teor de umidade e gerando, assim, o briquete. Segundo Leonardo Araújo, o diferencial do projeto de pesquisa é que ele contribui no aspecto ambiental, pois apresenta um produto sustentável que tem como base a logística reversa, com conceitos de redução, reutilização e reciclagem. O processo de fabricação compõe-se em coleta, triagem, briquetagem, secagem e empacotamento e é dividida em três fases: a primeira, chamada de “Protótipo alfa”, é a fase em que na qual se realizam ajustes no desempenho dos briquetes e os efeitos que este causa sobre determinados alimentos.

A segunda, intitulada “Protótipo beta”, é constituída de testes de mercado em relação ao produto e, por fim, a terceira fase, denominada “Lote piloto”, que será a versão final do produto obtido a partir do retorno dos clientes, produzido em larga escala com total capacidade de fornecimento.“Nosso projeto pretende atender empresas do ramo alimentício que usam carvão ou lenha para produção de seus produtos em fornos, também podemos atender ao mercado doméstico e, futuramente, nossa intenção é que possamos suprir a demanda de fábricas industriais”, disse Araújo.Segundo ele, o estudo está sendo desenvolvido em parceria com os Institutos Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (Ifam) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Restaurantes e cooperativas de catadores também aderiram a ideia e são parceiras da iniciativa.Ada Lima / Agência Fapeam

Fotos: Acervo pessoal do pesquisador

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