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Sináptica desenvolve telha ecológica a partir de fibras vegetais

Sem categoria 27.04.2016

Empreender com sustentabilidade tem sido cada vez mais comum e necessário. Além da redução de custos na produção e para o consumidor final, encontrar soluções sustentáveis e inovadoras contribui para a preservação do meio ambiente, movimenta a economia e melhora a qualidade de vida de todos os envolvidos. Pensando nisso, pesquisadores da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) estão desenvolvendo telhas sustentáveis, produzidas a partir do reaproveitamento de resíduos de olarias locais, com argamassa e fibras vegetais da Amazônia.

O subcoordenador do projeto de pesquisa, o doutor em engenharia de materiais João de Almeida, relata que as fibras naturais dão maior resistência ao material e a combinação dos compostos pode melhorar a sensação térmica nas residências. O processo de produção da telha consiste na prensagem (compressão) de uma argamassa constituída por cimento, areia, metacaulina (resíduos de cerâmica), água e outros elementos, reforçada com camadas de tecidos de fibra de juta e malva. Segundo o engenheiro, a metacaulina utilizada na produção da argamassa é o diferencial da telha, pois evita a degradação das fibras vegetais ao longo do tempo e reduz o consumo de cimento em até 50%, tornando o produto mais barato e competitivo1600614.

Para a engenheira Daiana Góes, sócia no projeto inovador, a telha sustentável terá uma boa aceitação pelos consumidores pelo fato de que, além de resistente e seguro, o material será mais barato em comparação aos demais disponíveis no mercado. Segundo a pesquisadora, a utilização das fibras amazônicas contribui com a redução do consumo de energia elétrica na produção e estimula o trabalho dos produtores rurais e ribeirinhos.

 “Estamos propondo a utilização de tecidos de fibras de malta e juta, que é natural, não se consome energia elétrica para sua produção. Além do fator ecológico, tem a questão do baixo consumo de energia, diferente das telhas com reforço sintético, que gastam bastante energia elétrica no processo de produção. O projeto de pesquisa também incentiva as comunidades ribeirinhas a produzirem mais fibras naturais e, consequentemente, auxilia na sobrevivência das famílias”, disse Daiana.

O pesquisador João de Almeida reforça a questão sustentável com o reaproveitamento do que seriam rejeitos das olarias, reduzindo a quantidade de cimento na composição da telha:

“No nosso caso, estamos utilizando um resíduo cerâmico. A metacaulinita é um tipo de argila queimada. Na nossa região temos esse material em grande quantidade. Temos utilizado, principalmente, resíduos das olarias, pedaços de telhas e tijolos, e fazemos o reaproveitamento desse material. Temos aproximadamente 60 olarias nas proximidades de Manaus, então, estaremos usando o rejeito dessas olarias” explica o engenheiro.

O projeto ganhou destaque em vários veículos de comunicação, inclusive Folha de São Paulo e revista Exame, repercutindo positivamente na mídia. A telha está sendo desenvolvida pela empresa Ecomateriais da Amazônia e o projeto foi um dos aprovados na Operação Piloto do Sinapse Amazonas, contando com o apoio do Governo do Estado do Amazonas via Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas – FAPEAM. O protótipo tem previsão de conclusão em 12 meses e a expectativa dos empreendedores é que a tecnologia seja inserida no setor da construção civil.

 

Fonte: FAPEAM

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